O Maçom e a Maçonaria na História do Brasil.

D. Pedro I imperador e
defensor perpetuo do Brasil e Grão Mestre
A Maçonaria no Brasil.
- Desde a crise do Antigo Sistema Colonial, a maçonaria está
presente em nossa história, destacando-se inicialmente, entre alguns
revolucionários da Inconfidência Mineira e da Conjuração Baiana no final do
século XVIII. Nesse período que antecede a Independência, a maçonaria assumiu
uma posição avançada, representando um importante centro de atividade política,
para difusão dos ideais do liberalismo anti-colonialista.

Joaquim Jose da Silva Xavier
" Tiradentes"
Sua influência cresceu consideravelmente durante o processo de formação do
Estado Brasileiro, onde apareceu como uma das mais importantes instituições de
apoio à independência, permanecendo atuante ao longo de todo período monárquico
no século XIX. Nesse processo, a história do Brasil Império é também a história
da maçonaria, que vem atuando na política nacional desde os primeiros movimentos
de independência, passando pelos irmãos Andradas no Primeiro Reinado, até as
mais importantes lideranças do Segundo Império, no final do século XIX.

Apesar da maçonaria estar presente no Brasil desde a Inconfidência Mineira no
final do século XVIII, a primeira loja maçônica brasileira surgiu filiada ao
Grande Oriente da França, sendo instalada em 1801 no contexto da Conjuração
Baiana. A partir de 1809 foram fundadas várias lojas no Rio de Janeiro e
Pernambuco e em 1813 foi criado o primeiro Grande Oriente Brasileiro sob a
direção de Antonio Carlos Ribeiro de Andrada e Silva.
A lusofobia tão presente nos movimentos de emancipação, também caracterizava a
maçonaria brasileira, que desde seus primórdios não aceitava se submeter ao
Grande Oriente de Lisboa.
Como em toda América Latina, no Brasil a maçonaria também se constituiu num
importante veículo de divulgação dos ideais de independência, sendo que em maio
de 1822 se instalou no Rio de Janeiro o Grande Oriente Brasiliano ou Grande
Oriente do Brasil, que nomeou José Bonifácio de Andrada e Silva o primeiro
grão-mestre da maçonaria do país.

Jose Bonifacio
patriarca da independência
Com D. Pedro I no poder, o Grande Oriente do Brasil foi fechado, ressurgindo
apenas com a abdicação do imperador em 1831, tendo novamente José Bonifácio como
grão-mestre. Nesse mesmo ano ocorre a primeira cisão na maçonaria brasileira,
quando o senador Vergueiro funda o Grande Oriente Brasileiro do Passeio, nome
referente à rua do Passeio, no Rio de Janeiro.

A divisão enfraqueceu a maçonaria, que começou a perder influência no quadro
político do Império brasileiro. Essa situação agravou-se em 1864, quando o papa
Pio XI, através da bula Syllabus, proibiu qualquer ligação da Igreja com essa
sociedade.


Lei Áurea
No contexto de crise do Império brasileiro, esse quadro tornou-se mais crítico
em 1872, quando durante uma festa em comemoração à lei do Ventre-Livre, o padre
Almeida Martins negou-se a abandonar a maçonaria, sendo suspenso de sua
atividade religiosa pelo bispo do Rio de Janeiro. Essa punição tinha sido
antecedida por um discurso feito pelo padre Almeida Martins na loja maçônica
Grande Oriente, no qual o religioso exaltou a figura do visconde do Rio Branco,
que, além de primeiro-ministro, era grão-mestre da maçonaria.

Visconde do Rio Branco
Neste processo, o bispo de Olinda, D. Vital e o de Belém, D. Macedo determinam o
fechamento de todas irmandades que não quiseram excluir seus associados maçons.
A reação do governo foi rápida e enérgica, quando em 1874, o primeiro-ministro,
visconde do Rio Branco, determinou a prisão dos bispos seguida de condenação a
quatro anos de reclusão com trabalhos forçados. Apesar da anistia concedida no
ano seguinte pelo novo primeiro-ministro duque de Caxias, a ferida não foi
cicatrizada e o Império decadente junto com a maçonaria que o sustentava,
perdiam o apoio do clero e da população, constituindo-se num importante fator
para queda do obsoleto regime monárquico e para separação do mesmo com a Igreja.

Marechal Deodoro da Fonseca
No período republicano a maçonaria conseguiu crescer e diversificar suas
atividades pelo país, apesar de ter perdido o poder de influência no Estado
brasileiro. Nesse final de século, a maçonaria permanece como uma associação,
que apesar de defender os princípios de fraternidade e filantropia, exclui,
mesmo que de forma não assumida, a participação das camadas sociais menos
abastadas entre seus membros

Janio da Silva Quadros
Presidente do Brasil